segunda-feira, 28 de abril de 2014

sobre os meios de comunicação modernos

acho complicadíssimo falar com as pessoas virtualmente, principalmente se isso for antes de falar pessoalmente.
aquela frase: telefone não vê cara, já está ultrapassada.
e-mail, sms, mensagens no facebook: essas ferramentas não veem cara, expressão, tom de voz. nada. se tendo a achar que palavras são suficientes para expressão, nesses casos acho que não.
digo isso por mim, por mais ninguém. eu que constantemente sou mal interpretada quando falo com pessoas que conheço (e pessoalmente), corro o risco triplo de que isso aconteça por esses meios modernos citados acima. meu pai vivia achando que estava sendo irônica quando na verdade estava falando sério, e vice-versa. 
whatsapp nem se fala, ainda bem que não tenho essa parafernalha.


sábado, 26 de abril de 2014

é!


foda pra mim é quando você não gosta de alguém, esse alguém não gosta de você, mas essa pessoa finge que nada acontece. eu não tenho vocação pra falsidade, isso também é foda.

terça-feira, 15 de abril de 2014

todas as letras

tenho um quê de fugitiva.
um quê, um erre
abecedário todo

segunda-feira, 14 de abril de 2014

só, isso

tô me sentindo sozinha.
hoje no metrô um cara passou mal,  tava segurando com cara de dor, o peito esquerdo. parecia infarto.
quando o metrô finalmente parou na estação seguinte, eu e mais algumas pessoas corremos para chamar ajuda. o moço tava com sede, e deixei com ele minha garrafa de água.
mesmo sendo uma coisa triste, e não sabendo o final da história (não sei o que aconteceu com ele depois), acho bonito como as pessoas se ajudam nessas horas. as mesmas pessoas que passam por cima de você diariamente, aquelas que quase nunca olham no seu rosto; às vezes  (eu diria que na maioria das vezes, em situações extremas) te ajudam. 
o engraçado nisso tudo é que, além dessas situações de desastres, doenças, partos, ataques (e às vezes até assaltos), você está sozinho (me refiro estar sozinho no meio da multidão, aquela velha história de sempre). SO-ZI-NHO. sozinho em todas as outras horas e situações: diria que por volta de 98% do tempo (sendo bem pessimista, sim). acho que podemos melhorar nesse sentido.