domingo, 30 de junho de 2013

a frase mais profunda de todos os tempos

'é sabido que um coração partido dói muito mais que suco de limão num corte no dedo feito com papel' haha

sexta-feira, 28 de junho de 2013

vazio agudo


ando meio


cheio de tudo
.

{leminski}

terça-feira, 25 de junho de 2013

se eu fosse uma cor, seria uma desse tipo: verdeazulada ou azulesverdeada. quem olhasse e achasse que era verde, não discordaria da pessoa que me definiria como azul (e vice-versa).
acho que escolheria uma cor assim, não por falta de personalidade, mas por questionar essa coisa de que tudo tem definição.
não queria ser indiscutivelmente rosa, ou vermelha, ou azul, seria chato.
quero ser esse tom, que transita entre duas cores, tom esse que não exige um certo nem um errado, que só existe segundo o ponto de vista de cada um.

terça-feira, 18 de junho de 2013

'do rio que tudo arrasta, diz-se que é violento. mas ninguém chama violentas 'as margens que o comprimem'

{bertolt brecht}

sexta-feira, 14 de junho de 2013

a grande questão é: como, em 2013 (tantos anos depois) ainda temos resquícios da ditadura? e isso fica cada dia mais evidente

quinta-feira, 13 de junho de 2013

segunda-feira, 10 de junho de 2013

paradoxos

a vida é boba. depois é ruim. depois, cansa. depois, se vadia. depois, a gente quer alguma coisa que viu. tem medo. tem raiva de outro. depois cansa. depois a vida não é de verdade... sendo que é formosa!

{guimarães rosa}

domingo, 9 de junho de 2013

cores

as cores acabam azuis.
quando as lâmpadas ainda não foram acesas e a nuvem da noite vem cobrindo as folhas lenta, do mar até a serra.
a fumaça desfoca os objetos que não se movem. 
a luz bate na pele das coisas gerando essa camada membrana película chamada cor.
saliva sobre a língua.
às vezes elas parecem vim de dentro das coisas: as cores dos lápis de cores.
linguagem.
pra que haja vermelho é preciso muito branco.
as cores se transformam quando se encostam.
laranja, rosa, cor-de-laranja, cor-de-rosa. 
amanhecer.
as cores costumam arder antes de esmaecer.
quando esfriam, o espaço entre elas e as coisas diminui e borram quando transbordam os verdes maduram cedo.
as luzes apagam preto.
as cores começam azuis dentro dos casulos brancos.
flores pra elas

|arnaldo antunes|

quinta-feira, 6 de junho de 2013

pablo neruda: o livro das perguntas

perguntas irrespondíveis

"esse onde onde termina o espaço
se chama de morte ou infinito?"

"que vim fazer neste planeta?
a quem dirijo esta pergunta?"

"não era verdade que Deus
viva no mundo da lua?"

"como chamar esse coquetel
que mistura vodca com relâmpago?"

"não te enganou a primavera
com beijos que não floresceram?"

"quantas semanas têm um dia
e quantos anos têm um mês?"

"sofre mais quem espera sempre
ou quem nunca esperou ninguém?"

"talvez uma estrela invisível
seja o céu dos suicidas?"

"de que cor é o perfume
do pranto azul das violetas?"

"as lágrimas que não se choram
esperam em pequenos lagos?

ou serão rios invisíveis
que escorrem até a tristeza?"